sábado, 1 de novembro de 2008

O que acontece com você, leãozinho?




Já dizia um trecho da música de Caetano Veloso, que estranhamente um felino gostava de entrar no mar. E sendo assim, mesmo com as ausências de Rodrigo Souto, Bida e Roberto Brum, o campeão da Copinha do Brasil, caiu direitinho no esquema 9-0-1 (sem meio de campo) do Peixe e já não vence há sete partidas na Ilha de Lost, mais conhecida como Ilha do Retiro.

Com Kléber e Pará improvisados no meio tentando marcar, mais Adriano perdido sem o entendimento do perigo dos carrinhos dentro da área, a única maneira do Ispórte marcar foi oferecida como presente de visitante: pênalti claríssimo e indiscutível em um primeiro tempo de ataque contra defesa.

A posse de bola do time pernambucano me preocupava, mas o que adianta ter bala se não tem pontaria? Pois é, por incrível que pareça, o futebol praticado agora na terra do frevo, é o americano com chutes na direção da lua e diversas tentativas imprudentes em acertar um suposto “Y”, que o precário sistema de iluminação não permitia enxergar.

E como diz o cruel ditado do futebol: quem não faz toma e KP9 não perdoa! Na única oportunidade alvinegra de gol na primeira etapa, o artilheiro do campeonato, agora com 21 gols, deixou o dele antes das equipes descerem para os vestiários.

O segundo tempo começou pior do que imagina, e o Ispórte decidido em vencer a partida, foi pra cima do Peixe querendo matar o jogo de qualquer maneira e aos trancos e barrancos… Ops, quer dizer, tratando-se do bolo fofo da Ilha do Retiro, mais barrancos que trancos, não é mesmo?

Aos 14 minutos, quando subiu a placa de alteração com os números de Adriano por Fabão, confesso que xinguei o técnico Márcio Fernandes, mas independente da intenção do comandante santista, não é que a modificação suicida deu certo?

A partir daí, o Santos atraiu ainda mais o Ispórte para seu campo, obrigando o técnico Nelsinho fazer sua alteração mandando o time para o ataque, abrindo espaço no meio e dando mais campo para o Peixe encaixar os contra-ataques, com Michael novo no lugar de Molina, aparentemente cansado.

Por isso tudo, defino o empate em 1×1 como um péssimo resultado. Primeiro porque o adversário além de fraco tecnicamente, não ofereceu real perigo diante blindagem da defesa santista, com seu atacante bala de festim e seu penteado bala de coco de festa de aniversário (foto). E segundo, porque o matador Kléber Pereira perdeu a oportunidade mais clara de gol do segundo tempo e a chance de matar o jogo.

Em uma rara exceção neste século, o Santos hoje não tem elenco para encarar uma Libertadores, mas em 2008, o primeiro clube brasileiro classificado para a taça mais disputada da América, foi justamente o Ispórte - O novo Once Caldas da Libertadores 2009 - Tsc, tsc, tsc, que vergonha.

“Gosto tanto de te afogar no mar, leãozinho”.

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